Como Procrastinar Produtivamente de acordo com seu Perfil

Procrastinar realmente é um problema?


Sempre ouvimos que procrastinar é um defeito, então ao menor sinal de sua aparição sentimos também a culpa, que nos assola. Essa sensação nos faz sentir ainda pior e, consequentemente, nossa mente se apega a esses pensamentos e nos paralisa completamente.

procrastinar v. (1674) t.d.int. transferir para outro dia ou deixar para depois, adiar, delongar, postergar, protrair.

Baseado na descrição acima do Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, qual é o pecado? Pode ser que me responda “não fazer o que preciso fazer” ou “não entregar” ou “entregar com qualidade ruim” ou alguma outra que esteja passando em sua mente.

Neste momento entra aquela emoção penosa de auto rejeição ou desajuste social resultante do conflito interno em achar que sempre precisa ser produtivo, mas não consegue produzir.

Durante toda minha vida tive altos índices de procrastinação e me sentia horrível por isso, fato que acarretava em não viver e aproveitar o momento presente, fosse na ociosidade ou fazendo qualquer outra coisa que não estivesse relacionada a obrigação e nem produzindo o que, supostamente, deveria produzir, já que minha mente não conseguia ter foco, que é fundamental.

“Não é a conversa das pessoas ao nosso redor que tem mais poder de nos distrair, mas a conversa da nossa própria mente. A concentração exige que essas vozes internas se calem.” (Daniel Goleman)

Esse processo, que me conduzia a culpa, findou quando fiz minha formação como Analista Psico-Comportamental MBTI® (Myers-Briggs Type Indicator) e compreendi minha preferência psicológica inata, bem como as facetas comportamentais que acompanham meu perfil.


Conhece alguém que deixa para fazer tudo na última hora, sem sentimento de culpa e ainda faz bem feito? Eles existem, eu conheço e dá uma invejinha. Apenas 25% da população mundial possui esse perfil, enquanto os outros 75% sentem a famosa culpa devido ao perfil psicológico.


No entanto, muitas das pessoas que estão entre os 75% que compõem o perfil psicológico inato chamado “Judging” e, dentro desse perfil, a faceta comportamental “Trabalhar sobre Pressão”, que, normalmente, é comum no perfil oposto “Perceiving”, é alavancada. Eu pertenço a esse grupo.

Por essa questão comportamental acabo postergando grande parte das minhas atividades, mas porque sou mais produtiva e criativa com esse tipo de funcionamento, sem que impacte em qualidade ou na entrega. Na verdade, ocorre o inverso. Postergar não é sinônimo de fazer mal feito ou de não fazer. Isso é apenas uma crença que, de tanto que falamos, se tornou uma “verdade” que ninguém contesta.


No caso de você fazer parte dos 75% com perfil “Judging” e que não gosta de trabalhar sobre pressão, o que fazer? É fundamental aprender a explorar as principais facetas comportamentais desse perfil, que é composto por:

  • Sistemático

  • Planejado

  • Antecipado

  • Programado

  • Metódico

Esse tipo de perfil, quando trabalha e desenvolve bem suas facetas, se empodera, porque isso traz controle, que resulta em prazer e, consequentemente, produtividade e realização. Como desenvolver essas facetas?

Cada pessoa tem sua forma de funcionamento, mas, normalmente, estabelecer objetivos, definir prazos, desenvolver sua própria metodologia e sistemas de auto funcionamento farão com que postergar não se torne pura preguiça, pois, apesar de não ser sinônimo de fazer mal feito ou de não fazer, pode se transformar em preguiça. Nesse ponto que a luz vermelha acende.


Se auto conhecer, compreender seu próprio funcionamento e explorar seus pontos fortes te ajudarão a se destacar. Portanto, procrastinar não é o problema em si, mas sim as consequências negativas que podem provir dela.


Desconhecer seus pontos fortes e fracos, suas reações as diferentes situações, se sentir culpado, se penalizar e tornar-se completamente improdutivo, que o faz se sentir deslocado, fracassado e ter resultados negativos provenientes deste “combo” [procrastinar + baixo autoconhecimento] são os problemas principais em não se conhecer ou ter baixo nível de autoconhecimento.


Gostou da reflexão? Conte nos comentários o que achou, como esse comportamento te afeta e o que você faz para ter melhores resultados em sua vida com ele. Para conhecer mais sobre perfis psicológicos MBTI® e seu funcionamento clique aqui.


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Vanessa Cioffi


Sou especialista em análise comportamental, planejamento e transição de carreira. Meu objetivo é ajudar pessoas a identificarem suas competências e habilidades e atingirem a totalidade de seu potencial para serem realizadas em suas carreiras e vidas. Nas horas vagas sou aprendiz de escritora, fotógrafa e viajante compulsiva.

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